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SURPREENDENDO JESUS

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“Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. ” (Lc. 7.9)     Como assim o Cristo sendo surpreendido e se admirando de algo? Sendo ele Filho de Deus, portanto, 100% Deus, embora também 100% homem; o que o surpreenderia? Seria uma antropopatia (atribuição de sentimentos humanos a Deus)? Alguma semelhança com o antropomorfismo? Devemos ter cuidado para a hermenêutica não excluir a simplicidade do evangelho. Admirar, segundo o Léxico de Strong do grego mais utilizado, significa maravilhar-se ou surpreender-se. No Moderno Dicionário Michaelis, adquiri outros sentidos, como apreciar, respeitar, contrair simpatia, espanto, etc.      Em dois momentos no Novo Testamento há menção do Senhor Jesus se admirando: ao constatar a incredulidade de seus irmãos, familiares e conhecidos de infância (Marcos 6.6) e ao ouvir relato da fé de um gentio (Lucas 7). Obse...

“PALAVRAS E AÇÕES”

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     “ Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando ? ” (Lc 6.46). Este questionamento ocorreu antecedendo a famosa analogia das duas casas construídas em solos e fundamentos distintos, às quais também de diferentes sortes, visto a permanência da edificada na rocha contrastar com a instável edificada na areia. Jesus ensinou a relação da obediência como base para não cair, perseverando de pé. Reiterou que “ todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica” é semelhante àquele que edificou sua casa sobre a rocha.      Praticar o que aprendemos é o nosso maior desafio! Um certo jornalista, indignado com as injustiças e descaso dos infratores, perguntou a um famoso jurista: Com tantas irregularidades, não carecemos de mais leis para coibir o crime? Não precisamos de mais leis, respondeu o juiz, mas sim de cumprirmos as existentes. Deus sempre exortou o povo a cumprir suas ordenanças.       A cultu...

“O PODER DA ORAÇÃO”

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     A frase proferida pelo Senhor Jesus no Getsêmani aos discípulos, tem ecoado como um clamor até os dias atuais: “ Então, nem uma hora pudestes vós velar comigo ? ” Algumas versões aparece a palavra vigiar ao invés de velar. Na conclusão dessa pergunta, logo no versículo abaixo, não deixa dúvida sobre o que acompanha a vigilância: “ Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca ” (Mt. 26. 40b e 41). Naquele episódio do Jardim, Mateus registra por cinco vezes menção da oração e por três vezes de vigiar; isto em apenas dez versos.      A exemplo de Jesus, esperando solidariedade nos discípulos, que eram a igreja de então; também o apóstolo Paulo roga o auxílio da congregação neste sentido; “ Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós ;” (2Tes 3.1). Aqui um claro registro de objetivo da oração. Diferente...

“SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, ...”

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Talvez seja esta uma das passagens mais conhecidas do Velho Testamento, ou, aquela que tem sido mais lembrada em tempos de aflição. O “se” exerce uma função de conjunção subordinativa condicional, compreendendo que algo aconteceu ou acontecerá a partir de uma ação ou omissão. À luz das Escrituras Sagradas, é comum depararmos com avisos sobrevindos dos profetas e, em alguns casos, do próprio Deus; consistindo em mandamentos precedendo recompensas ou juízos. Foi assim quando estabeleceu a primeira família na terra; havia no jardim do Éden duas importantes árvores; a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal; esta como regra e aquela como recompensa.     Princípios de obediência sempre marcaram a relação do homem com Deus. O próprio Filho de Deus manifestou o critério de submissão total e irrestrita referindo-se aos discípulos; “se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15). Posteriormente, o escritor expressa: “ embora sendo Filho, aprendeu a ...

PODER NA FRAQUEZA

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           Quem não gostaria de enfrentar as dificuldades da vida com recursos suficientes para superá-las? Ter sempre a solução para qualquer problema e não sofrer, também seria ótimo! Não é mesmo? Numa linguagem secular, seria como a expressão “ter uma carta na manga”. O estar tranquilo e seguro pelas suas próprias condições, definitivamente, não combina com o tratamento divino para com seus filhos. O homem que se viu totalmente preparado para o futuro nesta terra foi chamado de louco por confiar em si e nos seus bens; parábola proferida pelo próprio Jesus (Lc 12.19-21). Aquele grande investidor foi tachado de negligente ao ignorar o futuro da sua própria alma.       Na jornada do cristão talvez seja essa a mais dura lição, depender e reconhecer a necessidade da intervenção de Deus no dia a dia. O apóstolo concluiu com um paradoxo no momento de limitação e tribulação; “ Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos in...

PROSSEGUINDO PARA O ALVO

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A palavra alvo é bem conhecida por duas significações. A primeira se referindo à brancura, lembra claridade e pureza; a outra compreendendo um objeto, normalmente redondo, para ser acertado, neste sentido, o alvo tornou-se uma meta, objetivo e até um desafio aos idealistas e determinados. Embora com definições distintas, encontramos na Bíblia um momento em que se fundem as duas proposições: “ Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus ” (Fl 3.14). Certamente o alvo de Paulo não se baseava em conquistas terrenas, mas de alcançar a luz inacessível (1Tm 6.16) da presença eterna do Salvador Jesus. Uma caminhada de labor, lágrimas, mas com certeza do porvir. Alguém disse certa feita que o único lugar onde a recompensa vem antes do trabalho é no dicionário.     Esse homem que chegou a afirmar ter trabalhado no Reino mais que os outros apóstolos, pela graça de Deus (1Co 15.10b); ter tido visões e revelações tão fortes e íntimas que alego...

O DEUS DA ALEGRIA

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      Por três vezes em dois salmos encontramos o verso “ Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. ” (Sl 42:5 e 11 e Sl 43:5). Quando se conhece verdadeiramente o Altíssimo, mesmo nas lutas e questionamentos confia-se em Deus. Com a propriedade de quem já sentiu a misericórdia e longanimidade do Senhor, os Filhos de Coré ou Corá em outras versões, que era uma linhagem lembrada pelo pecado, e quase extinta em Israel, desde os tempos de Moisés; quando ocorreu a famosa rebelião em Números 16.      Coré, primo de Moisés, incitou a Datã, Abirão e Om a insurgirem-se contra seu líder. A inveja, desonra e indisciplina foram os principais motivos da rebelião. Deus os sentenciou abrindo o chão em que estavam, com suas mulheres, filhos e crianças. Centenas de anos se passaram e um grupo descendente dos filhos de Coré tem a honra de assinarem doze salmos para nossa edificaçã...