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SER VERDADEIRAMENTE UM FILHO DE DEUS

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“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. ” (Rm 8.16)     Em tempos em que muitas autoridades se vangloriam e buscam prerrogativas pelos seus títulos, creio que esse é o maior título dado pelo Criador aos homens. Ser um filho de Deus é, acima de tudo, uma prova do incompreensível sentimento que Ele tem por nós. “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fossemos chamados filhos de Deus” (1Jo 3.1a). Talvez o momento mais marcante e emblemático do ministério de Jesus tenha ocorrido no romper público da relação familiar convencional dele com sua mãe e parentes consanguíneos; quando notificado pelos discípulos acerca da presença de Maria e seus irmãos procurando-o, afirmou: “Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? Perguntou ele. E, estendendo a mão para os seus discípulos, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12....

A LEI DE CRISTO

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     Algumas palavras adquirem um sentido tão negativo que muitos tendem a rejeitá-las antecipadamente, desconsiderando, inclusive, uma nova interpretação; lei é uma delas. Aprendemos a livrar-nos das cascas de legumes e de frutas porque pensávamos que apenas cobriam ou protegiam os produtos. Atualmente a ciência já constatou a importância e o valor nutricional dessas partes antes dispensadas. No meio evangélico, a palavra lei remete a ausência da graça e, consequentemente, algo desprezível e inadequado para nossos tempos, haja vista estarmos sob a nova aliança.     Lei (latim iuris), literalmente, significa um preceito emanado da autoridade soberana. Denota regra, norma, princípios..., além de também ser uma obrigação imposta. E é nesta última definição que se ampara a grande maioria. De fato, lei lembra o Velho Testamento e, portanto, menção do passado e de incompatibilidade com o novo pacto neo testamentário instituído por Jesus, o Filho do Deus Vivo, at...

SURPREENDENDO JESUS

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“Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. ” (Lc. 7.9)     Como assim o Cristo sendo surpreendido e se admirando de algo? Sendo ele Filho de Deus, portanto, 100% Deus, embora também 100% homem; o que o surpreenderia? Seria uma antropopatia (atribuição de sentimentos humanos a Deus)? Alguma semelhança com o antropomorfismo? Devemos ter cuidado para a hermenêutica não excluir a simplicidade do evangelho. Admirar, segundo o Léxico de Strong do grego mais utilizado, significa maravilhar-se ou surpreender-se. No Moderno Dicionário Michaelis, adquiri outros sentidos, como apreciar, respeitar, contrair simpatia, espanto, etc.      Em dois momentos no Novo Testamento há menção do Senhor Jesus se admirando: ao constatar a incredulidade de seus irmãos, familiares e conhecidos de infância (Marcos 6.6) e ao ouvir relato da fé de um gentio (Lucas 7). Obse...

“PALAVRAS E AÇÕES”

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     “ Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando ? ” (Lc 6.46). Este questionamento ocorreu antecedendo a famosa analogia das duas casas construídas em solos e fundamentos distintos, às quais também de diferentes sortes, visto a permanência da edificada na rocha contrastar com a instável edificada na areia. Jesus ensinou a relação da obediência como base para não cair, perseverando de pé. Reiterou que “ todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica” é semelhante àquele que edificou sua casa sobre a rocha.      Praticar o que aprendemos é o nosso maior desafio! Um certo jornalista, indignado com as injustiças e descaso dos infratores, perguntou a um famoso jurista: Com tantas irregularidades, não carecemos de mais leis para coibir o crime? Não precisamos de mais leis, respondeu o juiz, mas sim de cumprirmos as existentes. Deus sempre exortou o povo a cumprir suas ordenanças.       A cultu...

“O PODER DA ORAÇÃO”

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     A frase proferida pelo Senhor Jesus no Getsêmani aos discípulos, tem ecoado como um clamor até os dias atuais: “ Então, nem uma hora pudestes vós velar comigo ? ” Algumas versões aparece a palavra vigiar ao invés de velar. Na conclusão dessa pergunta, logo no versículo abaixo, não deixa dúvida sobre o que acompanha a vigilância: “ Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca ” (Mt. 26. 40b e 41). Naquele episódio do Jardim, Mateus registra por cinco vezes menção da oração e por três vezes de vigiar; isto em apenas dez versos.      A exemplo de Jesus, esperando solidariedade nos discípulos, que eram a igreja de então; também o apóstolo Paulo roga o auxílio da congregação neste sentido; “ Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós ;” (2Tes 3.1). Aqui um claro registro de objetivo da oração. Diferente...

“SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, ...”

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Talvez seja esta uma das passagens mais conhecidas do Velho Testamento, ou, aquela que tem sido mais lembrada em tempos de aflição. O “se” exerce uma função de conjunção subordinativa condicional, compreendendo que algo aconteceu ou acontecerá a partir de uma ação ou omissão. À luz das Escrituras Sagradas, é comum depararmos com avisos sobrevindos dos profetas e, em alguns casos, do próprio Deus; consistindo em mandamentos precedendo recompensas ou juízos. Foi assim quando estabeleceu a primeira família na terra; havia no jardim do Éden duas importantes árvores; a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal; esta como regra e aquela como recompensa.     Princípios de obediência sempre marcaram a relação do homem com Deus. O próprio Filho de Deus manifestou o critério de submissão total e irrestrita referindo-se aos discípulos; “se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15). Posteriormente, o escritor expressa: “ embora sendo Filho, aprendeu a ...

PODER NA FRAQUEZA

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           Quem não gostaria de enfrentar as dificuldades da vida com recursos suficientes para superá-las? Ter sempre a solução para qualquer problema e não sofrer, também seria ótimo! Não é mesmo? Numa linguagem secular, seria como a expressão “ter uma carta na manga”. O estar tranquilo e seguro pelas suas próprias condições, definitivamente, não combina com o tratamento divino para com seus filhos. O homem que se viu totalmente preparado para o futuro nesta terra foi chamado de louco por confiar em si e nos seus bens; parábola proferida pelo próprio Jesus (Lc 12.19-21). Aquele grande investidor foi tachado de negligente ao ignorar o futuro da sua própria alma.       Na jornada do cristão talvez seja essa a mais dura lição, depender e reconhecer a necessidade da intervenção de Deus no dia a dia. O apóstolo concluiu com um paradoxo no momento de limitação e tribulação; “ Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos in...